Trilha do Pai Zé
Subimos pela trilha do Pai Zé, considerada a mais difícil por ser bastante íngreme. Começa com um curto trecho de paralelepípedo, depois um longo percurso de terra por dentro da mata, arrematado por uma escadaria de madeira que desemboca na estrada principal, asfaltada. Interessante notar como na medida em que se sobe, o dossel da mata vai ficando cada vez mais baixo, enquanto o estrato arbustivo vai se adensando cada vez mais. A partir de certo ponto o estrato arbóreo desaparece, sobrando apenas os arbustos. No caminho tivemos a companhia de caxinguelês, macacos-prego, micos-de-tufo-branco e vários pássaros.
Caxinguelê (Sciurus aestuans). Ordem Rodentia. Família Sciuridae
Mas uma espécie de primatas predominava. Caraterística por fazer muito ruído, tanto através de seu próprio aparelho fonador como de anexos variados, afugentando o resto da fauna, também tem por hábito deixar por onde passa grande quantidade de dejetos. Principalmente os feitos de derivados de petróleo. Foi interessante notar um espécime jovem colocando pedaços de biscoito de chocolate sobre uma placa que dizia “não alimente os animais”. Me fez pensar porque cargas d’água colocaram no nome científico dessa espécie o epíteto “sábio”.
Macaco-prego (Cebus apella). Ordem Primates. Família Cebidae.
(Comendo pão oferecido pelo seu parente menos racional)