sábado, 29 de agosto de 2009

... e a verdade vos libertará

Há quem achará estranho um artigo meu iniciando com uma citação bíblica. Antes que me perguntem, minhas convicções sobre religião NÃO mudaram. Acontece que essa frase exprime de forma fantástica um tema que já foi tratado por muitos filósofos: a liberdade e o conhecimento são grandezas diretamente proporcionais. Quanto mais informação, quanto mais cultura o sujeito assimila, maior e mais intensa será sua capacidade de avaliar, de escolher, de decidir. Enfim, mais liberdade ele terá.
O que me levou a essa reflexão foi uma notícia veiculada nos últimos dias, de uma professora que foi flagrada e filmada improvisando passos sensuais no palco de uma festa de funk. O vídeo vazou pela internet e a professora foi demitida. Assisti a notícia num desses programas jornalísticos-sensacionalistas de fim de tarde na TV, onde a própria protagonista era entrevistada. Os comentários dos entrevistadores e do público oscilavam entre a responsabilidade de um educador em manter uma postura exemplar e a liberdade de um profissional em fazer o que lhe der na telha quando fora do ambiente de trabalho. Quero tratar da relação do homem com o trabalho – tema que muito me interessa – mas em outra ocasião. Aqui o que importa são dois conceitos que parecem estar sendo tratados de forma bastante distorcida na nossa sociedade.
O primeiro é a liberdade. Ora, há quem diga que ela não existe de fato, que nossas escolhas são o produto inexorável do meio e dos fatos passados. Pode ser exagero, mas uma coisa é certa: ela jamais é absoluta. Estamos sempre submissos a algo ou alguém, a regras, a hierarquias, a códigos morais, até às nossas próprias limitações, medos, dúvidas e dilemas. Mas acima de tudo, a liberdade de praticar um ato está diretamente ligada às consequências dele. Não é possível querer ser livre para exercer qualquer direito sem tomar em conta a responsabilidade que virá atrelada a ele, inclusive no que toca ao reflexo de nossos atos sobre as outras pessoas. Enquanto formos seres gregários, será impossível dizer que “ninguém tem nada a ver com minha vida”, porque vivemos num sistema onde nossas ações afetam todo o nosso entorno. A professora e todos que a defenderam parecem não ter alcançado esta idéia.
O outro conceito que merece reflexão é o papel da educação na sociedade. Me parece que o dever de educar foi todo despejado sobre a escola, e tudo que está fora dela é naturalmente isento de responsabilidade. Principalmente os meios de comunicação. Quando assisti os apresentadores do programa defendendo a atitude da professora, dizendo que ela tem sim o direito de fazer o que quiser da sua vida pessoal e continuar sendo uma excelente profissional, tive a clara visão de que a imprensa tem como único compromisso o entretenimento. Dizem aquilo que o público quer ouvir, para garantir o lucro dos anunciantes. O problema é que a TV se torna o elo que fecha um círculo mais do que vicioso, um círculo pernicioso: a educação formal, tão ruim, ao mesmo tempo em que não ensina, não consegue mostrar as vantagens de se aprender; o povo passa a achar que a ignorância e a mediocridade são coisas boas e desejáveis; a TV, na ânsia de agradar a esse povo, exibe programas inférteis e que estimulam a falta de cultura e bom gosto; com uma programação tão atrativa a TV toma o lugar da escola como principal fonte de informação, ou pior do que isso, torna-se referência para os próprios educadores, e a escola piora ainda mais.
E aqui voltamos ao inicio deste texto. Enquanto a educação não for tomada como prioridade, enquanto conhecimento e cultura não se tornarem valores apreciados, jamais seremos minimamente livres para construir uma sociedade justa onde todos ganhem.

sábado, 22 de agosto de 2009

A VOLTA - Parte 1

Nerd também pode ser artista... Além de tocar violão e saber desenhar um hipopótamo muito bem (adoro hipopótamos), estou me arriscando na seara da literatura de ficção. Este é um conto dramático hemi-erótico de muito bom gosto, porque além de Nerd também sou modesto. Espero que gostem.

Começou com um acesso de tosse. Nada fora do normal numa manhã de início de maio, depois de uma noite fria que marcava o princípio de inverno. Depois vieram dores no corpo e uma dor de cabeça que insistia em ignorar os analgésicos. Diagnóstico fácil: uma gripe comum. Só que gripes comuns costumam passar em alguns dias, e aquela já entrava no terceiro mês. Não piorava, mas também não melhorava, e depois de três médicos diferentes e bateladas de exames, nenhuma resposta conclusiva. Mas a vida precisava continuar, então com esforço seguia sua rotina. Ia ao trabalho todos os dias, mas seu rendimento era o pior possível, e já ia ficando preocupado de verdade.
A esposa, também preocupada com aquele quadro no mínimo incomum era, como sempre, um exemplo de bondade e paciência, levava o café na cama, fazia chazinhos e sopinhas e nos fins de semana quase o obrigava a permanecer na cama o dia todo enquanto cuidava dos afazeres da casa.
Aqui precisamos fazer um parêntese para descrever essa mulher. Era realmente bonita, com longos cabelos negros muito bem cuidados, a pele clara e olhos esmeralda. Soube aproveitar com sabedoria o efeito dos anos, aos 38 desfilava uma beleza madura e as curvas acentuadas pelas duas gestações, devidamente moldadas por muito exercício, atraíam olhares por onde passavam. Sua integridade, porém, era à prova de qualquer dúvida. Personalidade forte, decidida, valores morais inabaláveis, tudo isso emoldurado por uma bondade sem limites. Amava incondicionalmente seus três homens: o que compartilhava sua cama e os dois que brotaram de seu ventre.
E já que falamos em cama, precisamos falar também das atividades conjugais de nosso casal. Não se pode dizer que ele fosse uma máquina sexual, mas desempenhava a contento suas obrigações, em freqüência e qualidade aceitáveis. Para ela era mais do que suficiente, já que também não era daquele tipo de espírito e corpo insaciáveis. O mais importante era que houvesse muito amor, e isso ele tinha de sobra. Estavam, então, ambos satisfeitos. Até agora.
No início ele até que tentou, mesmo sem muito ânimo, zeloso em não deixá-la carente, mas a tosse o obrigava a interromper o ato com tanta freqüência que ela bondosamente se conformava e deixava-o descansar. Depois de alguns dias de tosse, dor e frustração, o ânimo acabou de vez. Na primeira vez que não conseguiu uma ereção, depois daquele turbilhão de pensamentos desesperadores que sempre acompanham a “primeira vez”, sentiu-se até aliviado. Afinal, isso um dia iria mesmo acontecer, pelo menos ele tinha a desculpa da doença. Então relaxou e esperou que a saúde lhe voltasse. A demora na recuperação causou, porém, um efeito inesperado na mulher. Começou a sentir um certo desconforto na presença de outros homens, principalmente os mais atraentes, e rapidamente percebeu que se tratava de desejo. É claro que ela rechaçava de imediato estes sentimentos, pois sabia que eram efeitos puramente biológicos de sua abstinência e que deveriam ser tratados com o rigor da razão. Mas não podia deixar de notar que a situação estava ficando cada vez pior. Perigosamente pior.
Naquele fim-de-semana uma colega de trabalho faria aniversário, e o casal foi convidado para um churrasco no sítio da anfitriã. Ela de imediato recusou, já que o marido não estava em condições de passar um dia todo à beira da piscina, seria muito desgastante para ele e ainda mais desagradável para os demais convidados. Mas cometeu o erro de contar a ele sobre o convite. Ele ficou bastante inconformado de que a esposa perdesse a festa por sua causa, primeiro disse que faria um esforço para ir e como ela não concordasse em absoluto, insistiu para que fosse sozinha. No final ela acabou concordando, e no sábado pela manhã, depois de deixar o almoço pronto e um caminhão de recomendações, partiu para a festa.
O dia estava bastante animado, o sol forte, a comida farta, e a bebida também. Deve ter sido algum tipo de fuga, uma compensação por todos os sofrimentos dos últimos meses, mas o fato é que começou a beber mais do que o habitual. Existem vários tipos de bêbados: o que chora, o que fica valente, o chato. Nela, o álcool tinha o efeito de ampliar a alegria, ou seja, era o típico bêbado risonho. Acabou se tornando a alma da festa, brincou desinibidamente com todos, levou crianças e adultos, homens e mulheres às gargalhadas. Mas houve também um efeito secundário: aquele fogo interior que vinha sendo sistematicamente abafado ficou mais forte, ou então a força para dirimí-lo enfraqueceu. Roçava os corpos pouco vestidos dos rapazes, fazia brincadeiras provocantes, desfilava em torno da piscina com um balançado sedutor e tinha muito pouco escrúpulo em exibir suas belas formas. Mas não parou de beber. Até que o corpo não agüentou mais, e as pernas começaram a amolecer. De repente a vista embaçou, a cabeça girou, o corpo caiu e a última coisa que teve certeza de sentir foi um par de braços a amparando e segurando com força. Dali para frente as coisas aconteceram como num sonho, tudo envolto em névoas. Sensações, emoções e fantasias se confundindo, como se fossem feitas da mesma matéria. Sentiu que aqueles braços a carregavam por um caminho longo e tortuoso, sentiu-se despejar em uma superfície macia, sentiu suas roupas se desvanecerem como fumaça, e finalmente sentiu uma intensa alegria penetrando suas entranhas e se esparramando por cada centímetro de seu corpo. E então não sentiu mais nada.
Acordou horas depois, deitada numa cama estranha, num quarto estranho, com um homem estranho ao seu lado, e os dois se vestiam exatamente igual: sem nada. Olhou com mais atenção e reconheceu o rapaz do faturamento. Primeiro sentiu muita raiva. Como ele podia ter se aproveitado assim de sua bebedeira. Mas a ira foi substituída rapidamente por uma sensação nova, que ela logo reconheceu como felicidade. Sem dor, sem culpa, sem remorso. Então tocou de leve no peito nu do rapaz. Ele acordou de imediato, seus olhos se cruzaram com paixão, se beijaram, e partiram para outra sessão.

continua na próxima semana...

sábado, 15 de agosto de 2009

Uma visão de liderança

A maioria das pessoas é individualmente capaz de tomar atitudes e resolver seus próprios problemas, mas quando estamos em um grupo, acontece um fenômeno interessante, a iniciativa arrefece. Parece que cada um fica olhando para todos os outros esperando uma ação, talvez por medo de ser criticado ou ignorado, talvez por não ter certeza de que sua solução é melhor do que a do colega. De repente alguém vence essa barreira, toma a iniciativa, e todos seguem atrás. Um líder foi parido.
Uma pesquisa rápida entre livros, revistas ou artigos na área de administração mostra que um dos temas abordados com mais frequência é justamente a "Liderança". Características inatas ou aprendidas dos líderes, responsabilidades, atitudes. Mas minha pequena experiência pessoal - porque Nerd tem que ser observador - me mostra que a coisa é bem mais simples. Se tornar um líder não é muito difícil, em especial se a pessoa possuir algumas poucas habilidades. Manter -se na posição ou ser um bom líder depende exclusivamente de boa vontade e visão de coletividade.
As motivações para vencer a tal letargia grupal são variadas. Há os que conseguem ter uma visão mais clara do problema e percebem o quanto é fácil resolvê-lo, mas também há aqueles que simplesmente se importam menos com a opinião alheia e fazem o que precisa ser feito. Há os que percebem claramente a oportunidade de se tornarem líderes, e a desejam, e há os que apenas querem ajudar os pares, encontram a solução e a aplicam. A diferença entre assumir ativa e voluntariamente a liderança ou a assimilar como algo natural e inesperado pode ter relação direta com a qualidade do trabalho futuro, não por uma relação causal direta, mas por indicar qualidades e princípios importantes para o desenvolvimento da atividade de liderar.
De qualquer forma, para se manter como um bom líder são necessárias certas competências que podem ser aprendidas e cultivadas, como a capacidade de ouvir, o carisma motivador e a habilidade de gerenciar conflitos. É preciso também saber lidar com as críticas e até capitalizá-las a seu favor. Porque mesmo que o grupo não tenha sido capaz de tomar a iniciativa de solucionar o problema, não hesitará em criticar quem o faça, por discordar de suas opiniões ou até por mera e vil inveja de sua posição.
A mais importante qualidade de um bom líder é, no entanto, fruto de sua própria consciência. Não há escolas ou métodos para ensiná-la, e só quem é capaz de abrir seus horizontes e entender em profundidade o funcionamento das sociedades é capaz de alcancá-la. É o entendimento de que cada ação de cada membro do grupo deve contribuir para o crescimento coletivo, ainda que aparentemente cause prejuízo individual. Isso porque tal prejuízo é sempre temporário, a longo prazo todos acabam ganhando, assim como benefícios individuais em detrimento do coletivo sempre se acumulam e a longo prazo levam à deterioração, colapso e falência do grupo.

sábado, 8 de agosto de 2009

No princípio era o verbo...

... e o substantivo e o adjetivo e a palavra escrita era a principal forma de comunicação entre pessoas distantes. Mas a carta não só aproximava as pessoas, também as fazia exercitar a arte de escrever. Como naquela era distante a literatura era o entretenimento maior, estavam montadas as duas condições para que as habilidades de escrita se desenvolvessem: muita leitura e muito exercício. Mas veio a tecnologia, sempre ela, o telefone empurrou a carta para a aposentadoria e o mesmo a televisão fez com o livro. As pessoas foram desaprendendo a escrever.
E então a tecnologia chegou de novo, mas dessa vez algo diferente aconteceu. A carta ressuscitou como e-mail e a informação escrita reencarnou na forma de websites. As letras estavam salvas, a erudição estava de volta, os Nerds venceram.
Assim deveria ser, mas assim não foi. Alguma coisa desandou no meio do caminho. Alguém pode dizer que foi o efeito borboleta, mas nós Nerds sabemos que ele não funciona como no cinema, fazendo as coisas darem sempre errado, ele deveria ser aleatório. Mas parece que quando se trata do nível de cultura da população, não há aleatoriedade, ele sempre dá um jeito de baixar.
Talvez tenha sido a velocidade. E-mails, chats, mensageiros, sites de relacionamento, são todos muito rápidos. A informação vai e volta numa efeméride, e pede uma resposta tão instantânea que não queremos perder tempo elaborando frases complexas, procurando palavras elegantes ou criando textos solidamente argumentados.
No inicio vieram as abreviações. Algumas até se disfarçaram de jargão, uma forma dos jovens se identificarem como grupo e se diferenciarem dos retrógrados membros da geração anterior. Mas a motivação real não é outra: preguiça. A prova disso é que junto com a economia nas letras veio a economia de palavras e de frases.
Ah, mas qual o problema em escrever de forma econômica? Que mal há em ser conciso e não tão elaborado? Problema nenhum, desde que se saiba fazer essas coisas quando é necessário. Problema grande se a comunicação é sempre curta e simplória, se isso passa a ser mais do que rotina, mas a única forma de se expressar. Porque quem não sabe elaborar textos não sabe elaborar pensamentos. Raciocínio e linguagem andam sempre juntos, crescem juntos e caem no abismo de mão dadas. E se o hábito de ler – ou pelo menos de ler alguma coisa minimamente bem escrita – também vai se esvaindo, pouco resta para hipertrofiar a musculatura mental.
Não, nem tudo pode estar perdido. Somos Nerds e precisamos achar uma saída. E ela está bem diante dos seus olhos... literalmente. Você que está aí de frente para o computador, recupere o tempo perdido. Mande um e-mail para um amigo, ou mais do que isso, escreva uma verdadeira carta, exponha idéias, desenvolva argumentos. Se precisar de informação para embasar seus pensamentos, navegue por bons sites. Use a tecnologia como o que ela realmente é: uma ferramenta para facilitar sua vida, não uma muleta virtual que parece deixar tudo mais simples, mas ao final encolhe faz sua cabeça encolher mais e mais e mais e... sumiu!

sábado, 1 de agosto de 2009

Apresentação

Um Nerd costumava ser definido como um indivíduo que estuda muito, que gasta a maior parte do seu tempo buscando adquirir conhecimento, que se interessa muito por ciência e tecnologia, enfim, com inteligência e cultura acima da média (teremos outras oportunidades para discutir os conceitos de inteligência, cultura e média). E por consequência tinha baixas habilidades interpessoais e pouca vida social.
Mas hoje tudo mudou. Por alguma razão que ainda não consegui captar – e espero que este blog me ajude nisso – a sociedade moderna tem praticado uma grande valorização da mediocridade. Ou ainda menos do que isso, valoriza o que é ruim mesmo. O bom gosto, a cultura, a erudição e a inteligência são cada vez menos populares, e mostrar conhecimento é tido como sinal de arrogância. Dessa forma, pessoas comuns, que se divertem com os amigos, saem à noite, namoram, praticam esportes, vão à praia, que gostam de se vestir bem, de estar na moda, mas que além de tudo isso gostam de aprender coisas novas, de refletir antes de formar opinião, que apreciam um bom e saudável debate de idéias, coisas que deveriam ser comuns a qualquer individuo civilizado, passaram a ser vistas como estranhas: como Nerds. Podemos chamá-los de Novos Nerds, ou Neo-Nerds, pra usar um termo mais Nerd.
Vejam, não foi o conceito de Nerd que se esticou, eles continuam sendo aquela minoria que é vista pela grande massa como os “bitolados”, “CDFs”, “esquisitos” ou “metidos”. O que mudou foi o ponto de corte. Como o nível de cultura geral do povo diminuiu, agora é mais fácil se tornar Nerd, sem precisar ficar extremamente amarrado aos estudos. Aliás, “extremamente” é a palavra chave. Antes os Nerds eram os extremos, os que não conseguiam um equilíbrio entre as atividades intelectuais e as sociais. Hoje o extremo oposto, o desprezo por tudo que envolva a razão e a cultura, se tornou o “normal”, e o equilibrado é “diferente”.
E nessa mudança no ponto de corte, eu fui derrubado. De repente percebi que por mais normal que eu tente ser, por mais que ande no meio do povo, ouça música popular, veja programas populares na TV, freqüente lugares populares, em algum momento deixo escapar uma palavra não tão comum, desenvolvo um pensamento um pouco mais elaborado, solto uma informação que ninguém conhecia. Pronto, ganhei o carimbo de Nerd.
Como não consigo aceitar que eu esteja errado, como acredito que a sociedade seria muito mais justa e produtiva se todos se preocupassem um pouco mais em expandir seu conhecimento e sua capacidade de pensar, e como tenho certeza que outras pessoas pensam como eu, resolvi criar esse blog. Nele quero relatar minhas experiências: as boas, que experimento quando aprendo algo novo, e as ruins, quando sou recriminado por não aceitar a mediocridade. Quero também conhecer e trocar idéias com outros Neo-Nerds como eu, falar sobre como é ser Nerd, mas também sobre música, cinema, teatro, botânica, psicologia, química, história, política, astronomia, religião, origami, qualquer coisa, porque é disso que a gente gosta, de conversar sobre tudo. Mas minha maior motivação e tentar mostrar para os meus leitores que pensar, aprender, argumentar, enfim, ser Nerd, é uma coisa muito gostosa e divertida, e pode ser muito gratificante.
Siga comigo nessa estrada, garanto no mínimo um pouco de diversão e descontração, e de sobra a oportunidade de refletir um pouco sobre que destino queremos dar a esse nosso mundinho.
Um grande abraço, e seja bem vindo.