O prefeito de São Paulo, Giberto Kassab, acaba de aprovar projeto que exigirá de quem construir na cidade empreendimentos que gerem muito tráfego, como shopping-centers, igrejas e edifícios comerciais ou residenciais, investimentos no trânsito da região. Apesar de todas as ressalvas que faço ao prefeito, acho que dessa vez acertou em cheio. Isso sim é responsabilidade social, de verdade. Vai além de doar algumas migalhas ao Criança Esperança ou cortar a grama da praça em frente à empresa.
Acredito que uma empresa, sem prejuízo de seu objetivo maior que é dar lucro, precisa se entender como parte de uma comunidade a quem oferece bens ou serviços, mas de quem depende diretamente. E não estou falando só dos consumidores, mas de todas as pessoas e sistemas afetados pelo seu funcionamento. Toda empresa precisa ser responsável pelas conseqüências do seu trabalho.
Se o empreendimento vai piorar o trânsito da cidade, precisa se preocupar com isso e dar sua contribuição na solução. O mesmo vale para a empresa que embala os seu produto com materiais descartáveis, para a indústria automobilística que produz veículos poluidores, para o fabricante de cigarros que enche os leitos dos hospitais públicos de doentes graves. Não basta satisfazer a necessidade do consumidor, é preciso cuidar dos "efeitos adversos" que seus produtos causam à comunidade.
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