Muito antes do poeta romano Juvenal proferir a famosa frase do título, egípcios, chineses e indianos já praticavam exercícios para se preparar para as atividades do dia-a-dia, o trabalho ou a guerra, inclusive em disputas simuladas que depois deram origem aos esportes competitivos e inserindo esses exercícios em rituais, tamanha a sua importância.
Os gregos foram mais além: iam aos gymnasios devidamente despidos (gymnós = pelado) para treinar o corpo, como parte integrante do processo educacional. Já sabiam que um corpo saudável melhora a capacidade de aprendizado, fortalece o espírito, melhora a auto-estima, dá coragem e energia para enfrentar os problemas cotidianos. Além, é claro, do objetivo de criar corpos belos, já que a estética já era reconhecidamente parte importante da filosofia e da cultura.
Por sinal, foi por desprezo pela estética que a Idade Média européia dominada pelos princípios cristãos fez desaparecer a prática rotineira da ginástica, retomada logo que a Renascença floresceu, sendo Rousseau um de seus defensores, e daí foi um pulo até o desenvolvimento dos esportes organizados e do aperfeiçoamento de suas técnicas.
Hoje a ciência compreende muito bem a importância de um bom preparo físico e da prática constante de exercícios para melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças infecciosas, metabólicas ou degenerativas, assim como para otimizar a atividade intelectual, na medida em que equilibra a mente. Sem falar que nerd que se preze, quando escolhe um esporte ou tipo de atividade física, mergulha a fundo na sua história, filosofia, desenvolvimento, biofísica, tecnologia etc., porque conhecimento nunca é demais.
Nem precisava mergulhar tão fundo assim...
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