sábado, 12 de setembro de 2009

O caminho da ciência

Preciso confessar, não sei bem o que responder quando me perguntam sobre minha religião. Não me encaixo nas rotulagens tradicionais, sendo chamado de ateu pelos crentes e de agnóstico pelos ateus. Então vou aqui abandonar as classificações e tentar entender minhas crenças.
Para começar, acredito na ciência. Alguém dirá que esta é minha religião, mas nada pode ser mais errado. A ciência tem algo de fundamentalmente diferente de todos os outros tipos de crença, religiões ou pensamentos esotéricos. Ela jamais pretende ter respostas definitivas para coisa alguma, suas conclusões são sempre provisórias e sujeitas a contestação e é justamente aí que reside sua beleza. Cada nova descoberta ou teoria parte dos pressupostos estabelecidos pelas descobertas e teorias anteriores e ao mesmo tempo serve de base para as seguintes. Assim o conhecimento evolui, se aproximando cada vez mais da realidade, ainda que nunca a alcance completamente.
Pode ser que as religiões estejam certas, talvez as respostas dadas pela cabala, pelas runas, tarô, búzios ou astrologia sejam mais verdadeiras do que as teorias científicas, mas se não forem, não há como descobrir. A ciência pode não dar as melhores respostas, mas ao menos não fica amarrada a respostas erradas. Pode não ser a melhor forma de se alcançar a verdade, mas com certeza é a forma mais segura para não se afastar dela.
E ainda tem mais, historicamente muitas explicações sobrenaturais foram substituídas por novas descobertas científicas, deixando claro a mim que os deuses encolhem conforme a ciência cresce.
Agora sei no que acredito. Acredito que qualquer verdade revelada a algum estafeta divino ou oculta em sinais místicos tem alguma probabilidade de ser boa, mas prefiro apostar as minhas fichas naquilo que minha razão consegue entender, explicar e acompanhar.

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