Um político por aí tem usado como mote de suas campanhas uma proposta de Revolução na Educação. Então resolvi dar a minha contribuição para tão nobre empreita. Minhas propostas são:
1- Aumento da carga horária.
2- Aulas com formatos diversificados.
3- Rede educacional menos pulverizada.
4- Avaliação externa e padronizada.
5- Valorização do professor.
Como é muita coisa para um post só, vou começar hoje tratando do primeiro item.
Aumento da carga horária.
Lugar de criança é na escola, não à toa em casa ou vagando no shopping a tarde toda. Atividades extra-curriculares (línguas, esportes, música, etc.) são importantes, mas precisam ser integradas à educação formal. Então proponho período de 6 horas e 240 dias letivos.
A jornada diária será dividida em dois períodos: 4 horas pela manhã com aulas normais (o modelo de aula será tratado posteriormente) e 2 horas após o almoço — que será servido na própria escola — com atividades esportivas e culturais.
Ainda estou refletindo no melhor modelo para distribuir os dias letivos durante o ano. Agora estou pendendo para o formato de 48 semanas de 5 dias, ou seja, simplesmente reduzir as férias para um mês. Afinal, qual a utilidade de deixar a criança sem aula durante um quarto do ano? Descanso? Pois isso implica que o estudo é uma coisa chata e cansativa, e não é assim que deve ser.
A escola precisa ser o espaço principal de interação social do jovem, um lugar onde ele queira estar sempre. Os fins-de-semana e o mês de férias serão suficientes para manter as atividades familiares, afinal são só esses os períodos que os pais terão disponíveis, de qualquer modo. A parada anual também servirá para dar o merecido descanso aos profissionais do ensino, e para servir aos alunos como um momento de reflexão sobre o ano que passou e preparação para o próximo, uma pausa espiritual e filosófica que marque a mudança de ciclo.
Mas talvez seja interessante manter as atuais 40 semanas, em atenção à tradição nacional de férias longas, mas com 6 dias, sendo o sábado reservado a atividades especiais como festivais, seminários, torneios, feiras, passeios e viagens. Ou qualquer coisa no meio termo.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
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Eu voto no ano letivo com férias de 15 dias em julho e 30 em janeiro.
ResponderExcluirO que mata é a recuperação, que entra como ano letivo.
Com relação as atividades socio culturais esportivas, precisamos construir mais escolas, ainda nem conseguimos acabar com o turno da fome. Se o estado fizesse o mínimo, que é dar aula de qualidade sem passar todo mundo as coisas estariam melhores já hoje...
Show!!! Assim até eu vou querer voltar para a escola, mesmo já tendo terminado.
ResponderExcluirMas por incrível que pareça a educação no brasil já foi tão boa que houve uma época que minha avó ganhava dinheiro traduzindo livros em francês, com apenas o conteúdo que ela aprendeu na escola comum.
Quando chegou na minha geração a gente mal tinha aula e os professores pareciam mais amebas drogadas, que não faziam nada e nem ensinavam nada.
Aprendi muito mais nos livros que pegava esporadicamente na biblioteca do que em sala de aula durante os 12 anos que passei por lá.
Te dou todo apoio nesse "seu novo projeto", mesmo que ele só fique no mundo virtual... rsrs
É uma pena que a maioria dos políticos começa como nós "idealistas populares" e termina como "elitistas egoísta".
Smacks no coração.